MEIQuais atividades são permitidas no MEI?
Descubra quais atividades são permitidas no MEI, como consultar a lista atualizada e o que fazer se sua ocupação não for aceita.

O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil continua crescendo — e com isso, cresce também o interesse em entender como funcionam as notas fiscais MEI. Em 2024, já são mais de 15,7 milhões de MEIs, representando cerca de 73% das empresas formais no país. Esse avanço mostra como a formalização traz vantagens, como emitir documentos fiscais e atuar de forma regular.
Com o MEI, é possível ter um CNPJ, vender para empresas e órgãos públicos e acessar novas oportunidades. Mas muitas dúvidas ainda surgem: “Preciso emitir nota?”, “Quais tipos existem?”, “Como fazer isso?”. Se você também quer entender tudo sobre notas fiscais para MEI, este guia é para você!
Saiba tudo sobre nota fiscal para MEI em: “Dúvidas frequentes sobre nota fiscal para MEI: respostas para perguntas comuns”.
O MEI (Microempreendedor Individual) é um modelo simplificado de empresa criado pelo governo brasileiro para facilitar a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores.
Ele permite que profissionais que atuam por conta própria tenham um CNPJ, acesso a benefícios da Previdência Social, possam emitir notas fiscais e vender para outras empresas ou órgãos públicos.
O MEI é uma excelente porta de entrada para quem quer empreender com baixo custo e sem muita burocracia.
Uma das maiores dúvidas de quem é MEI, é sobre a obrigatoriedade da emissão de nota fiscal. Afinal, nem toda operação exige esse documento, mas é importante conhecer os casos em que ele se torna necessário para manter o negócio regularizado.
Vamos entender melhor a seguir, dividindo a explicação entre obrigações legais e situações em que a nota fiscal é obrigatória.
Segundo a legislação, o MEI não é obrigado a emitir nota fiscal quando vende para pessoas físicas, exceto se o consumidor solicitar o documento. Nesse caso, a nota deve ser fornecida para garantir os direitos do cliente, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor.
Por outro lado, sempre que o MEI realizar uma venda ou prestar serviço para uma empresa (pessoa jurídica) ou órgão público, a emissão da nota fiscal é obrigatória. Esses clientes precisam do documento para fins contábeis e tributários.
Além disso, estados e municípios podem ter regras complementares. Por isso, é essencial estar atento à legislação local e ao tipo de atividade exercida.
Confira os principais cenários em que o MEI deve emitir nota fiscal:
Emitir a nota fiscal corretamente não apenas evita multas e problemas com o Fisco, mas também transmite mais profissionalismo e confiança aos clientes.
Saiba mais sobre em: “Quando e como emitir nota fiscal para MEI: requisitos e procedimentos”.
Sabendo quando emitir, agora vamos falar dos tipos de notas fiscais que o MEI pode usar. Isso é importante porque o tipo certo depende do que você faz no seu negócio: vende produtos ou presta serviços.
Os dois principais são a Nota Fiscal de Produto (NF-e) e a Nota Fiscal de Serviço (NFS-e). Vamos entender cada uma delas?
A NF-e, ou Nota Fiscal Eletrônica, é usada por quem vende produtos. Se você tem uma lojinha, faz artesanato ou vende algo físico, é esse tipo de nota que você vai emitir. Ela registra a venda do produto e serve para calcular impostos como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é um imposto estadual.
Para emitir a NF-e, você precisa se cadastrar na Secretaria da Fazenda (Sefaz) do seu estado e, em alguns casos, ter um certificado digital, que é como uma assinatura eletrônica para garantir que a nota é válida.
Por exemplo, imagine que você vende camisetas pela internet. Quando envia o produto para o cliente, a NF-e vai junto (normalmente impressa como DANFE, que é o documento auxiliar). Sem ela, o envio pode dar problema. A NF-e é toda digital, o que facilita a vida, mas exige que você use um sistema eletrônico para emitir.
Já a NFS-e, ou Nota Fiscal de Serviço Eletrônica, é para quem presta serviços, como cabeleireiros, pedreiros, designers ou qualquer trabalho que não envolve vender um produto físico.
Ela registra o serviço feito e calcula o ISS (Imposto sobre Serviços), que é um imposto municipal. Desde setembro de 2023, todos os MEIs que prestam serviços para empresas precisam emitir a NFS-e pelo sistema nacional, que é um portal do governo chamado Portal da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica.
Por exemplo, se você conserta computadores e faz um serviço para uma empresa, você emite a NFS-e para comprovar o trabalho. O legal é que esse sistema nacional é gratuito e bem prático, podendo ser usado até pelo celular.
Descubra as principais diferenças em: “Diferenças entre Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) para MEI”.
Não é tão complicado quanto parece, mas exige um pouco de organização. Vou dividir em duas partes: o cadastro na prefeitura (para NFS-e) e o uso de sistemas de emissão (para NF-e e NFS-e).
Se você presta serviços, o primeiro passo para emitir a NFS-e é se cadastrar no sistema certo. Desde 2023, como já mencionei, o MEI usa o Portal Nacional da NFS-e, que é bem simples. Você só precisa:
Antigamente, você precisava se cadastrar na prefeitura da sua cidade, mas agora o sistema nacional resolveu isso. Se for seu primeiro acesso, configure tudo direitinho e já pode emitir a nota. É rápido e não tem custo!
Para a NF-e, o cadastro é diferente. Você precisa ir até a Sefaz do seu estado e pedir o credenciamento. Isso pode ser online ou presencial, dependendo do estado. Geralmente, pedem o CNPJ e, às vezes, um certificado digital. Após credenciado, você usa um sistema para emitir a NF-e.
Tanto para NF-e quanto para NFS-e, você vai precisar de um sistema para emitir as notas. Aqui estão as opções mais comuns:
O passo a passo básico para emitir é:
Aprenda a escolher o melhor sistema de emissão agora: “Como escolher o melhor sistema para emitir notas fiscais para MEI”.
Emitir nota fiscal é importante não só para cumprir a lei, mas também para evitar dor de cabeça. Vamos falar sobre o que pode acontecer se você não emitir e os benefícios de fazer tudo direitinho.
Quando o MEI deixa de emitir nota fiscal em situações obrigatórias, como em vendas para outras empresas ou prestação de serviços para órgãos públicos, corre o risco de sofrer penalidades, entre elas:
Mesmo que a rotina do MEI seja corrida, é fundamental separar um tempinho para cumprir essa exigência e evitar prejuízos desnecessários.
Por outro lado, emitir notas fiscais corretamente só traz vantagens para o microempreendedor. Veja os principais benefícios:
Por isso, mesmo quando não for obrigatório, emitir nota fiscal pode ser uma boa estratégia para profissionalizar seu negócio e se destacar no mercado.
Agora que você já sabe quando o MEI deve emitir nota fiscal, os tipos disponíveis e como funciona o processo, chegou a hora de aplicar esse conhecimento no seu dia a dia. Emitir notas fiscais corretamente é uma atitude que fortalece o seu negócio, transmite profissionalismo e evita complicações com o Fisco.
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Redator Técnico
Hellen Mota é jornalista e redatora. Escreve de forma simples e acessível, ajudando empreendedores a conquistar mais autonomia e segurança.
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