Reforma TributáriaSplit payment na Reforma Tributária: quem recolhe o IBS e CBS e o que muda para a microempresa
Entenda como funciona o split payment na Reforma Tributária, quem recolhe o IBS e CBS em cada operação e o que muda para MEI, ME e EPP.

A Reforma Tributária tem como objetivo principal, simplificar a tributação sobre o consumo, substituindo cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por três novos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS).
Para viabilizar essa grande mudança, foi definido um cronograma de transição que se estende de 2026 até 2033, permitindo que o novo sistema seja implementado de forma gradual, reduzindo os impactos para empresas, governos e consumidores.
A fase de convivência entre os regimes antigo e novo será essencial para testes operacionais, adequações técnicas e adaptação das legislações complementares.
Neste artigo, você vai entender, em detalhes, os prazos, etapas e marcos legais que definem essa transição até 2033.
A Emenda Constitucional estabeleceu um cronograma escalonado de implementação, visando à substituição progressiva dos tributos atuais e à adaptação dos entes federativos e contribuintes. O processo se divide em três fases principais: testes, implantação parcial e vigência plena.
Durante a transição, haverá dupla apuração e convivência simultânea dos dois sistemas. Isso significa que:
Essa sobreposição é complexa, mas considerada necessária para garantir segurança jurídica, operacional e fiscal.
Conheça os novos tributos em: “Reforma tributária: CBS, IBS, Imposto Seletivo (IS) e novas alíquotas”.
O cronograma de implementação da Reforma Tributária foi estruturado para acontecer em etapas bem definidas, com foco na segurança jurídica, adaptação tecnológica e estabilidade fiscal. Abaixo, explicamos o que muda em cada uma dessas fases.
A primeira fase prática da transição começa em 2026, com a implementação da CBS em caráter de teste. Neste ano, será aplicada uma alíquota simbólica de 1%, sem extinguir ainda o PIS e a Cofins. Esse tributo-teste terá algumas finalidades importantes:
Essa fase experimental será fundamental para evitar riscos de instabilidade no momento em que a CBS passar a valer com força total.
A partir de 2027, a CBS substitui definitivamente o PIS e a Cofins, com alíquota cheia definida por lei complementar. Nesse momento, as empresas devem deixar de apurar os tributos extintos e adotar exclusivamente a CBS para operações federais.
Já a transição do ICMS e ISS para o IBS terá um processo mais longo e cuidadoso. De 2029 a 2032, o sistema funcionará com dupla apuração, ou seja:
Esse período de convivência exige que contribuintes se adaptem para lidar com dois sistemas de tributação sobre consumo ao mesmo tempo, cada um com lógica própria, regras de crédito distintas e exigências acessórias específicas.
Durante essa etapa, também serão testadas as funcionalidades do Comitê Gestor do IBS, o sistema de tributação no destino e as plataformas digitais integradas de escrituração e repasse automático da arrecadação.
O ponto final da transição está previsto para 1º de janeiro de 2033, quando:
Essa fase marcará o início do novo modelo tributário brasileiro em sua forma definitiva: mais digital, mais simples e com menor litigiosidade, segundo os objetivos da reforma.
Leia também: “Reforma Tributária: saiba quais impostos serão extintos e quais os substituirão”.
A Reforma Tributária trará mudanças estruturais na forma como empresas apuram e recolhem tributos sobre o consumo. Com a implementação escalonada da CBS e do IBS, será essencial que as organizações se adaptem de maneira antecipada e estratégica. Veja os principais pontos de atenção:
Uma das primeiras e mais críticas medidas é garantir que os sistemas utilizados para emissão de NF-e, apuração de tributos e escrituração fiscal estejam prontos para lidar com:
Além disso, será necessário revisar parametrizações fiscais, rotinas de fechamento, SPEDs e cruzamentos automáticos com os sistemas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.
O novo modelo tributário brasileiro exige capacitação técnica de todos os profissionais envolvidos com obrigações acessórias, planejamento tributário e conformidade fiscal.
Pontos essenciais a serem incluídos em treinamentos internos ou consultorias especializadas:
A preparação da equipe é crucial para evitar autuações, erros de declaração e perdas de crédito.
Por fim, empresas devem adotar um planejamento financeiro estratégico para atravessar a transição com segurança. Isso inclui:
Empresas que se planejam bem terão vantagem competitiva e menor risco fiscal no novo modelo.
Leia também: “Imposto sobre Valor Agregado (IVA): o que é, o que ele unifica e o que muda com ele”.
A Reforma Tributária foi promulgada em dezembro de 2023, por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023, mas sua implementação será gradual. As primeiras mudanças práticas entram em vigor a partir de 2026, com a criação da CBS (tributo federal que substituirá PIS e Cofins).
Em 2027, inicia-se a cobrança do IBS em alíquota teste, e só a partir de 2029 o novo modelo começa a substituir efetivamente o sistema antigo de forma mais ampla. A extinção completa dos tributos antigos (PIS, Cofins, ICMS e ISS) está prevista para 2033, quando o modelo atual deixará de existir por completo.
Resumo dos marcos principais:
Durante o período de transição, as empresas deverão emitir notas fiscais com informações de dois sistemas tributários simultaneamente:
Para isso, será necessário um ajuste no layout da NF-e e nas tags XML, permitindo que as informações sejam processadas corretamente tanto pelos sistemas antigos quanto pelo novo sistema unificado.
Além disso, haverá a necessidade de validações específicas para cada tributo, o que exigirá um esforço adicional das empresas em termos de conformidade e automatização dos sistemas.
Sim. A partir de 2026, com a entrada em vigor da CBS e, especialmente, em 2027, com a cobrança simultânea do IBS em alíquota teste e os tributos antigos ainda válidos, será necessário que as empresas emitam documentos fiscais que contemplem os dois modelos tributários.
Essa fase, conhecida como “período híbrido”, durará até 2032 e exigirá que as empresas:
É fundamental investir em atualizações de ERP, capacitação técnica da equipe fiscal e homologação de processos com o Fisco para garantir que a empresa opere de forma segura e em conformidade durante toda a transição.
A Reforma Tributária representa uma das maiores transformações fiscais já realizadas no Brasil. Mais do que trocar nomes de tributos, ela muda fundamentos da apuração, da escrituração e da forma como os impostos serão destacados nas notas fiscais.
E com um cronograma que vai de 2026 até 2033, as empresas terão de operar em um cenário híbrido e altamente técnico por vários anos.
Por isso, antecipar a adaptação será determinante para garantir competitividade, segurança jurídica e conformidade fiscal. Quem deixar para se adequar apenas às vésperas dos prazos corre o risco de enfrentar erros em NF-es, autuações e problemas com o crédito tributário, além de sobrecarregar equipes e sistemas.
É fundamental investir em:
O ClickNotas está preparado para ajudar sua empresa a enfrentar essa transição com tecnologia robusta, atualizações contínuas e suporte especializado.
Nosso sistema acompanha de perto as mudanças no layout da NF-e, novos campos de tributação, CSTs, CFOPs e escrituração digital, oferecendo as soluções necessárias para manter sua empresa em conformidade com o Fisco durante toda a jornada de implementação da reforma.
A Reforma Tributária exige evolução. E o ClickNotas é o seu parceiro nessa transformação.
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Redator Técnico
Hellen Mota é jornalista e redatora. Escreve de forma simples e acessível, ajudando empreendedores a conquistar mais autonomia e segurança.
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